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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Slump Test - Procedimentos técnicos.

O Ensaio de Abatimento do Tronco de Cone mede a consistência e a fluidez do material, permitindo que se controle a uniformidade do concreto. A principal função deste ensaio é fornecer uma metodologia simples, segura e orientadora para se controlar a uniformidade da produção do concreto em diferentes betonadas. Desde que, na dosagem, se tenha obtido um concreto trabalhável, a constância do abatimento indicará a uniformidade da trabalhabilidade.
No Brasil este ensaio é regulamentado pela NBR NM 67 (1998) – Determinação da Consistência pelo Abatimento do Tronco de Cone. Basicamente consiste no preenchimento de um tronco de cone em três camadas de igual altura, sendo em cada camada dados 25 golpes com uma haste padrão. O valor do abatimento é a medida do adensamento do concreto logo após a retirada do molde cônico.
Link:
ABNT NBR NM 67 de 1998
Link:
ABNT NBR NM 67 de 1998
Fases para realizar o Slump test.

Procedimento normalmente realizado em laboratórios de tecnologia dos materiais de construção.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Recomendações de Concreto Usinado
O CONCRETO USINADO
Os serviços de concretagem em uma obra de qualquer porte deve
obedecer antes do seu lançamento nas fôrmas, com as armaduras adequadas,
posicionadas e fixadas adequadamente, a algumas recomendações técnicas.
Portanto, antes de se encomendar o concreto a uma usina
que esteja legalizada e credenciada junta às autoridades competentes que lhe
dê licença para atuar no mercado de
concretagem; é necessário recorrer ao engenheiro projetista para que seja feito
o plano de concretagem onde contém todos os dados relevantes do concreto
desejado na obra, entregue pela usina. Os dados a serem levantados são: volume
de concreto calculado, a resistência característica do concreto à compressão (fck),
o tipo de brita (brita 1 ou 2), o abatimento do concreto (ou “slump test”), informação do tipo de lançamento do concreto (manual ou bombeado) conforme as
circunstâncias e condições do canteiro de obra.
Além destes dados técnicos, é preciso confirmar com a
empresa concreteira os dados do cliente e o endereço da obra, o volume de
acordo com o seu projeto. Deve-se, também, informar à empresa de concreto
usinado o horário de início da concretagem, estipular os intervalos de entrega
segundo volumes predeterminados para cada caminhão-betoneira (veja que a
capacidade de cada caminhão-betoneira varia de 5m3 a 8m3).
A logística para este tipo de serviço determina que o
acesso e o estacionamento das caminhões-betoneiras seja livre, sem obstáculos,
no local da obra; haja um representante técnico capacitado para o recebimento
do concreto usinado, antes da assinar o canhoto de entrega, conferir se a nota
fiscal do concreto está de acordo com o pedido feito.
Consequentemente a estas recomendações, no
momento da entrega do concreto na obra verifica-se, na nota fiscal, o volume de
concreto, o tamanho da brita, o aditivo usado quando solicitado pelo cliente, a
resistência fck e a consistência do concreto (“slump test”).
No teste de abatimento faz-se na prática, antes que o
caminhão-betoneira o entregue na obra, a confirmação da sua qualidade quanto a
sua consistência conforme os padrões recomendados de fluidez e trabalhabilidade
apropriados à concretagem em fôrmas e ao seu adensamento manual ou mecânico.
As fôrmas precisam estar perfeitamente travadas, escoradas
e vedadas – podem ser de madeira pinho ou pinús, aço, plástico, alumínio, ou
papelão – para que não ocorra desperdício da nata de cimento na obra e defeito
de projeto com custos de reparação. As fôrmas devem estar limpas isentas de
poeira, fuligem, graxa, gorduras ou materiais estranhos. É recomendável a
aplicação de desmoldante nas fôrmas o qual facilitará a remoção dos moldes após
o tempo de cura do concreto que tecnicamente é avaliado em 28 (vinte e oito)
dias.
Por sua vez, as armaduras precisam estar posicionadas
corretamente conforme o projeto, limpas e munidas de espaçadores plásticos,
acessório que mantém a armadura posicionada firmemente na fôrma durante o
lançamento e trabalhos de adensamento do concreto.
A altura de queda do lançamento do concreto nas fôrmas não
poderá ser superior a 2 (dois) metros. Para peças estreitas e altas como
pilares, o concreto deverá ser lançado por janelas abertas na parte lateral, ou
por meio de funis ou bombas.
Quando a altura de queda for maior que 2,5 (dois e meio)
metros, procedimentos especiais deverão ser tomados para evitar a segregação do
concreto (separação dos agregados do aglomerante). Neste caso, utliza-se algum
artifício como abrir janelas nas fôrmas que diminua a altura de queda e
facilitam o adensamento, empregar um concreto mais plástico e rico em cimento
no início da concretagem, ou ainda, a colocação de trombas de chapa ou de lona
no interior da fôrma.
Para
o teste de resistência do concreto, realizado também no momento da entrega, as
amostras devem ser colhidas depois que a terça parte da carga da betoneira
tiver sido descarregada, são coletados pelo menos 30 (trinta) litros de amostra
no carrinho de mão, colocados em moldes cilíndricos de base nivelada e fôrmas
limpas, o seu preenchimento é feito em 4 (quatro) camadas iguais e sucessivas
com 30 (trinta) golpes uniformes com haste metálica por camada.
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